O Governo são-tomense proibiu, durante 15 dias, a realização de manifestações, para garantir tranquilidade e ordem durante a próxima Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que aquele país africano acolhe de 21 a 27 deste mês.
De acordo com um comunicado do Conselho de Ministros, com a data de quarta-feira mas divulgado apenas ontem, "a necessidade de se garantir um clima de tranquilidade e ordem durante o período de preparação, chegada das delegações e durante a realização da Cimeira dos Chefes de Estados e de Governo da CPLP”, as forças de segurança "estão todas envolvidas nas actividades da cidade segura”.
"Neste âmbito, na impossibilidade de se afectar forças e serviços de segurança do Estado para garantir a segurança das pessoas e dos bens em caso de manifestação, o Governo decidiu, face às razões excepcionais, que durante o período de 15 dias (...) estão proibidas as realizações, em todo o território nacional, de todo o tipo de manifestações com carácter reivindicativo ou protestatório”, lê-se na nota.
A decisão é anunciada dois dias depois de os familiares de Bruno Afonso, conhecido por "Lucas”, o único sobrevivente do assalto ao quartel militar são-tomense, em Novembro passado, terem informado as autoridades que "levarão a cabo uma manifestação”, a partir das 16h30 locais (17h30 em Angola), na capital são-tomense, "com vista a exigir que os tribunais agendem o julgamento do caso ‘25 de Novembro de 2022’ e a soltura do Lucas, o único sobrevivente deste massacre ocorrido no Quartel de Morro”.


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